Em
busca da audiência perdida no decorrer dos últimos meses, a Record
decidiu mudar "Rebelde". A novela, que antes tinha como foco o público
pré-adolescente, assumiu a busca pelo público infantil de "Carrossel" e
inseriu novas tramas com crianças.
Há
algumas semanas, a Record vem escalando atores mirins e inclusive
contratou alguns vindos da Globo. Nomes que estiveram no ar em "Cheias
de Charme" e em "Avenida Brasil" agora estão no folhetim adolescente da
emissora paulista.
Além
de fugir totalmente ao tema proposto pelo formato original, que é
argentino, e inclusive do formato mexicano, o qual é adaptação, é nítida
a cópia de "Carrossel". Em uma das cenas em questão, veiculada na noite
da última quinta-feira (02), havia um deboche de um garoto branco e
rico a uma garota negra e pobre. A única diferença para a trama de Íris
Abravanel é que o preconceito ocorre de forma inversa. No SBT, Maria
Joaquina esnoba Cirilo, que é negro.
Como
se não bastassem as cópias em relação a "Carrossel", as histórias
também são repetitivas e desgastantes. Além de "Rebelde" andar em
círculos desde que começou, em março de 2011, com começos e desmanches
de namoros, as crianças fazem o mesmo. Duas delas, inclusive, são cópias
mirins das protagonistas Alice e Roberta, interpretadas por Sophia
Abrahão e Lua Blanco. Ou seja, a história, além de se repetir no núcleo
principal, agora é repetida entre as crianças.
Na
última semana também chegou a notícia das férias de Margareth Boury. A
pausa veio em um bom momento, já que a autora passa por problemas de
saúde. Resta aguardar que, em seu retorno, ela saiba direcional melhor
as novas histórias e dar um frescor à trama, que já está com quase um
ano e meio no ar.
A
queda de audiência de "Rebelde" é facilmente explicada. Mudanças de
horário que faziam com que o telespectador perseguisse a história,
somada ao texto repetitivo, fizeram com que quem visse se cansasse. A
segunda temporada pouco se diferenciou da primeira e mudanças mais
profundas eram necessárias. Cada dia que passa, "Rebelde" se torna mais
um produto sem vida e com maior dificuldade de ser revertido em sucesso.
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